Os médicos-residentes realizam, desde 17/8, greve nacional que atinge de 80% a 90% da categoria, segundo informações da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR). Eles são hoje 22 mil em todo o país, dos quais 47% no Estado de São Paulo. A única unidade da federação em que não há greve é o Tocantins, estado onde não existe programa de residência médica. Os residentes reivindicam reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio, congelada desde 2006 no valor de R$ 1.916,45.

Outras reivindicações são o estabelecimento de data-base anual para os reajustes; licença maternidade de seis meses (atualmente são apenas quatro); instituição de 13ª bolsa; adicional de insalubridade; auxílio moradia e auxílio alimentação; e melhores condições de trabalho.

Os Ministérios da Saúde e da Educação ofereceram, no dia 16/8, reajuste de 20% na bolsa mensal a partir do orçamento de 2011, proposta considerada insuficiente pelos residentes. Foi apresentada contraproposta, em 26/8, em que foi sugerido reajuste de 28,7% a ser pago a partir de setembro deste ano, e o compromisso de novo reajuste em setembro de 2011, para que se atinjam os 38,7%. A contraproposta foi rejeitada pelo MEC e a greve encontra-se num impasse, uma vez que o ministério se recusa a negociar enquanto for mantida a greve, e os residentes pretendem mantê-la por tempo indeterminado, até receberem proposta satisfatória.

Os médicos em greve têm realizado manifestações em todo o país. Em São Paulo, em 2/9, ato público em frente ao Instituto do Câncer paralisou a Av. Dr. Arnaldo em protesto contra a intransigência da Secretaria Estadual de Saúde nas negociações com o movimento.

 

Informativo nº 312

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