Representantes do Fórum das Seis — que reúne as associações de docentes, sindicatos de funcionários(as) técnico-administrativos(as) e entidades estudantis da USP, Unesp e Unicamp e do Centro Paula Souza — estiveram em Campinas nesta terça-feira (31/5) para tentar reunir-se com o reitor Tom Zé, da Unicamp, atual presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), e dar início às negociações referentes à data-base 2022 das categorias. Receberam um redondo “não” de Tom Zé, que se recusou até mesmo a uma rápida conversa com a comissão do Fórum. 

Fotos: Fernando Piva/Adunicamp

Centoducatte e a presidenta da Adusp, Michele Schultz, cobraram negociação

Mantendo o espírito truculento e arrogante do Cruesp durante as negociações realizadas em 2021, Tom Zé limitou-se a enviar um recado por meio de um servidor da Reitoria: “Se querem reunião, é preciso agendar com a secretária”. A grosseria do presidente do Cruesp foi relatada pelo Boletim do Fórum das Seis de 1º/6

No ato realizado pelo Fórum, uma funcionária técnico-administrativa da Unicamp apontou contradições nas atitudes do reitor da Unicamp: “Durante a campanha eleitoral, quando você ia até os setores expor suas propostas, nenhum funcionário ou professor pedia para agendar por ofício. Agora é assim que somos tratados?”, questionou ela. 

“Todo esse burocratismo não corresponde ao discurso do Cruesp nas reuniões com o Fórum neste ano. Quantos ofícios teremos que enviar para garantir o respeito e o diálogo que a comunidade merece?”, completou Paulo César Centoducatte, diretor da ADunicamp e coordenador do Fórum das Seis. Ele acrescentou que os ofícios enviados ao Cruesp não têm sido sequer respondidos. 

A Pauta de Reivindicações da data-base 2022 foi entregue ao Cruesp em 13/4, acompanhada de ofício solicitando o agendamento de reunião. Embora o pedido tenha sido reforçado por meio de um novo ofício, encaminhado no dia 23/5, até este momento os reitores não responderam ao Fórum.

Nunca é demais reiterar que o reajuste de 20,67%, concedido em março deste ano, não substitui a data-base de 2022 e, igualmente, não cobre a totalidade das perdas sofridas pelas categorias nos últimos dez anos, ou seja: desde maio de 2012. O levantamento elaborado pelo Fórum demonstra que “Perdemos 15 salários desde maio/2012!”.  Por outro lado, os números da arrecadação e repasses de ICMS, bem como os índices de comprometimento dos orçamentos das universidades com a folha de pagamentos evidenciam que não há motivos que justifiquem o cancelamento da data-base deste ano, muito pelo contrário. 

O Fórum das Seis tem cobrado dos reitores, igualmente, o agendamento da primeira reunião do grupo de trabalho (GT) criado entre as partes em 2021, conforme compromisso assumido pelo Cruesp em 17/3/2022, e cujo objetivo é debater as perdas salariais passadas e mecanismos de valorização dos níveis iniciais das carreiras.

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