A eleição de representantes dos diferentes segmentos da categoria docente no Conselho Universitário, realizada em 19/2, terá agora um segundo turno no dia 6/3. Isso porque nenhuma das chapas alcançou a “maioria absoluta de votos” exigida pela Portaria GR 7.587/2020. A decisão foi anunciada no dia 20/2 pelo secretário-geral da Reitoria, Pedro Vitoriano Oliveira.
 
A medida parece extravagante, uma vez que a rigor não houve disputa no primeiro turno, porque apenas uma chapa candidatou-se à representação dos respectivos segmentos — professores titulares, professores associados e professores assistentes. Além disso, a participação no pleito de 19/2 foi expressiva, envolvendo 50% dos titulares (539 dos 1.074), 44% dos associados (929 dos 2.099) e 33% dos assistentes (11 em 30). No caso dos professores doutores e dos professores auxiliares de ensino nenhuma chapa se inscreveu.
 
“Tendo em vista o resultado obtido pelo sistema de votação eletrônica, bem como a ausência de votos convencionais nos termos do artigo 8o da Portaria GR 7587/2020, declaramos que não houve eleitos para nenhuma das três categorias, visto que nenhuma chapa alcançou a maioria absoluta de votos, conforme previsto no artigo 14 da referida Portaria (ver quadro abaixo)”, informou o secretário-geral.
 
Na votação realizada em 19/2, a chapa única dos titulares, composta pelos professores Geraldo Duarte (FMRP) e Tânia Casado (FEA), obteve 463 votos, o equivalente a 86% do total de 539 votantes, ou 43% do universo de 1.074 eleitores. Houve 54 votos nulos e 22 em branco.
 
A chapa dos associados, formada pelos professores Marcílio Alves (EP) e Bruno Caramelli (FM), conquistou 774 votos ou 83% dos 929 votantes, ou ainda 36,8% se considerado o universo de 2.099 eleitores. Foram registrados 124 votos nulos e 31 em branco.
 
Já a chapa dos professores assistentes, composta por Danny Dalberson de Oliveira (EP) e Manoel Marcílio Sanches (IME), recebeu 10 votos, o que corresponde a exatamente um terço dos 30 eleitores do segmento. Houve um voto em branco.