Integrantes de três segmentos da categoria docente — professores titulares, professores associados e professores assistentes — deverão eleger, nesta quarta-feira (19/2), das 9 às 18 horas, seus representantes no Conselho Universitário da USP (Co), em votação eletrônica conduzida pela Secretaria Geral, órgão da Reitoria. Nenhuma chapa inscreveu-se para candidatar-se às representações dos professores doutores e dos professores auxiliares de ensino.
 
A eleição de representantes foi regimentada pela Portaria GR 7.587, publicada no Diário Oficial do Estado em 18/1/2020. Ao contrário do pleito anterior, realizado em 2018, desta vez a Reitoria não enviou programas das chapas por e-mail. Também não houve ampla divulgação das chapas, cuja inscrição se encerrou em 6/2. O quadro de inscritos está disponível aqui. Apenas uma chapa se inscreveu em cada um dos segmentos.
 
Candidatou-se a representante dos titulares o professor Geraldo Duarte (FMRP), que é suplente do atual representante, professor Amâncio Jorge de Oliveira (IRI). A suplente na chapa dos titulares é a professora Tânia Casado (FEA), que em 2018 candidatou-se a representante dos professores doutores e chegou ao segundo turno. O professor Marcílio Alves (EP), presidente da Câmara de Atividades Docentes (CAD) da Comissão Permanente de Avaliação (CPA), candidatou-se à reeleição como representante dos associados, tendo como suplente na chapa, desta vez, o professor Bruno Caramelli (FM). O professor Danny Dalberson de Oliveira (EP) quer reeleger-se como representante dos professores assistentes, tendo novamente como suplente o professor Manoel Marcílio Sanches (IME).
 
Dois anos atrás, a eleição motivou uma acirrada disputa entre chapas nos três principais segmentos da categoria: titulares, com duas chapas; associados, com quatro; e doutores, com três. Houve necessidade de segundo turno em todas os segmentos: “No primeiro turno da eleição de representantes dos segmentos docentes no Conselho Universitário (Co), realizado em 20/2, nenhuma das chapas concorrentes obteve maioria absoluta dos votos (metade mais um do total de eleitores potenciais)”, registrou o Informativo Adusp. “Portanto, a eleição das representações dos professores titulares, professores associados, professores doutores e assistentes será decidida no segundo turno, marcado para o dia 7/3. Serão consideradas eleitas as chapas que vierem a conquistar, em cada segmento, maioria simples dos votos (metade mais um do total de votantes)”.
 
O aparente desinteresse pela presente eleição pode estar relacionado ao deliberado enfraquecimento institucional do Co, conduzido pela Reitoria desde a gestão de J.G. Rodas e acelerado nas gestões de M.A. Zago e Vahan Agopyan. O último golpe sofrido pelo Co, no início da gestão atual, foi a redução das reuniões regulares a apenas uma por trimestre, verdadeira “pá de cal” em um processo destinado a relegar o colegiado a um papel puramente homologatório. A verdadeira instância de discussão é a chamada “reunião de dirigentes”, que não existe no Estatuto da USP, mas na qual os reitores não precisam enfrentar as vozes dissidentes, mesmo que sempre minoritárias, que ainda persistem no Co.