Nas últimas semanas, milhares de pessoas tomaram as ruas do país em defesa da democracia, contra o golpe constitucional e a ameaça de formação de um governo ilegítimo, não eleito.
 
Universidades protagonizaram a luta contra esse ataque à democracia no país, conquistada às custas da vida de tantos companheiros que tombaram no combate contra ditadura civil-militar.
 
O comitê "USP CONTRA O GOLPE" foi um dos primeiros de dezenas de outros criados em diversas universidades de todo o Brasil; nesses comitês unitários, professores, estudantes e funcionários reuniram-se em inúmeros debates, atos e manifestações públicas, que extrapolaram a resistência ao golpe, incluindo em sua pauta a crítica ao ajuste econômico e aos cortes de verbas da educação pública, realizados pelo governo federal.
 
Além disso, esse processo apontou para a necessidade de construirmos cotidianamente a defesa da universidade pública e da democracia por meio da mais ampla unidade de luta nas universidades.
 
A Associação dos docentes da USP, por sua vez, coerente com sua trajetória de luta, afirmou em nota pública de 18 de março de 2016 que "o acompanhamento atento dos atuais acontecimentos nos obriga a não tergiversar na defesa intransigente da democracia, do estado democrático de direito, das organizações sindicais e políticas dos trabalhadores".
 
É nessa grave conjuntura que os docentes da USP, reunidos em assembleia no dia 5/5/2016, avaliam que as próximas semanas serão decisivas para o futuro do país. É preciso resistir e denunciar o golpe.
 
Por isso, nos dirigimos ao ANDES-SN, o nosso sindicato nacional, solicitando que ele se some nessa luta pela democracia, contra o golpe, pelos nossos direitos e ajude a mobilizar todas as seções sindicais e o conjunto da categoria docente no país.
 
 
São Paulo, 05 de maio de 2016
Assembleia da Adusp