A Assembleia Geral da Adusp de 28/11 aprovou ampla mobilização dos docentes da USP com vistas a enfrentar o “pacote previdenciário” enviado pelo governador João Doria (PSDB) à Alesp, do qual fazem parte a PEC 18/2019 e o PLC 80/2019. Outro item da AG foi a eleição da delegação da Adusp que participará do 39o Congresso do Andes-SN, composta por 12 delegados(as) e seis observadores(as).

O presidente da Adusp, professor Rodrigo Ricupero, deu informes sobre as propostas encaminhadas por Doria à Alesp e sobre os atos realizados nos dias 12 e 19/11. Ele ressaltou as principais mudanças referentes ao aumento da contribuição e às regras de transição. Disse, ainda, que o departamento jurídico da Adusp está elaborando um documento que avalia a proposta à luz da Previdência federal.

A AG aprovou a participação da categoria na audiência pública que será realizada na próxima segunda-feira — que terá lugar no auditório Franco Montoro da Alesp, conforme convocação feita pelo deputado Cauê Macris (PSDB), presidente da casa — e no novo ato de protesto do funcionalismo público estadual, marcado para a terça-feira (3/12). Além disso, o corpo docente da universidade será incentivado a enviar mensagens às deputadas e aos deputados.

Moções aprovadas pela AG sobre Fundação Palmares e Juarez Xavier

A AG aprovou ainda uma “Manifestação da Adusp à sociedade brasileira”, sobre a nomeação, pelo governo Bolsonaro, do novo presidente da Fundação Palmares, e uma nota referente ao caso de agressão do professor Juarez Xavier, da Unesp de Bauru, intitulada “Repúdio da Adusp a caso de racismo”.

Por meio da primeira moção, a AG “expressa publicamente o seu mais veemente repúdio à indicação de Sérgio Nascimento de Camargo para presidir a Fundação Cultural Palmares”, observando que este autarquia foi criada com a finalidade de “promover a preservação dos valores culturais, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira”, conforme consta do artigo 1º da lei federal 7.668/1988.

“Os vários posicionamentos do jornalista em contraposição aos objetivos expressos no referido excerto legal desabonam tal indicação, que soa como uma manifestação de extremo escárnio à sociedade, sobretudo às pessoas afro descendentes que muito contribuíram e contribuem para a grandeza da cultura afro-brasileira”, conclui a moção.

Na outra moção, a AG manifesta “veemente repúdio” ao ato de racismo praticado contra o professor Juarez Tadeu de Paula Xavier, docente da Unesp, no dia 20/11, em Bauru. “O professor Juarez tem desenvolvido um trabalho importante na implementação de cotas raciais na Universidade, organizando mecanismos de verificação e combate a eventuais fraudes, coordenando o Núcleo de Afrodescentes da Unesp, entre outras atividades referentes a políticas de ação afirmativa. Além disso, o professor Juarez é também um militante histórico do movimento negro no país”, destaca.

“A Adusp exorta as autoridades competentes a encaminhar o imediato julgamento do agressor, bem como presta todo o apoio político ao professor Juarez, esperando que a solução justa para este ato criminoso seja exemplar para o conjunto da sociedade brasileira – e que isto nunca mais aconteça!”, conclui o texto.