As universidades estaduais do Paraná estão ameaçadas de extinção por colapso do financiamento. Docentes e técnico-adminis­tra­tivos das universidades esta­duais Centro-Oeste (Unicentro), Oeste do Paraná (Unioeste), Londrina (UEL), Paraná (Unespar), Norte do Paraná (Uenp), Maringá (UEM) e Ponta Grossa (UEPG) decidiram no início de março, em assembleias, continuar a greve unificada das categorias por tempo indeterminado.

Na pauta de reivindicações: a retirada do projeto de reforma da previdência, que inclui a instituição da previdência complementar Paranáprevidência; paga­mento imediato do 1/3 de férias, que não foi pago a todos os servidores das universidades; e a retirada do projeto do governo de autonomia universitária, apresentado sem diálogo.

“É consenso entre os sindicatos, ligados ao Andes-SN, que não vamos aceitar uma discussão sobre autonomia via decreto”, apontou Mary Falcão, 2ª vice-presidente da Regional Sul do Andes-SN.

O movimento segue forte, com uma agenda de atividades na rua, dialogando com os demais setores do funcionalismo paranaense e com a sociedade. Várias outras categorias do serviço público paranaense estão em greve ou em atividades de mobilização.

Marcha. Em 25/2, mais de 30 mil servidores públicos saíram às ruas de Curitiba em protesto contra os ataques promovidos pelo governador Beto Richa (PSDB). No dia 10/2, manifestantes já haviam ocupado a Assembleia Legislativa e impedido a votação do “pacotaço” de Richa.

O comando estadual de greve dos professores da Educação Básica, ameaçados por uma decisão judicial favorável ao governo estadual, divulgou nota, em 5/3, avisando que a greve continua, conforme deliberação da assembleia realizada em 4/3. “Refutamos as tentativas de intimidação [que partem] do governo do Estado”, declarou o comando de greve, que denunciou “direções de algumas escolas que insistem em pressionar os(as) trabalhadores(as) em retornar às escolas mesmo com a decisão de continuidade da greve”.

A APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná “realizará os devidos enca­minhamentos jurídicos em defesa da categoria assim que for notificada”, diz a nota, acrescentando que a entidade “não foi notificada de qualquer decisão judicial e, portanto, continua válida a deliberação da assembleia da categoria de continuidade da greve por tempo indeterminado”.

Informativo nº 396

Utilizamos cookies

Utilizamos cookies neste site. Você pode decidir se aceita seu uso ou não, mas alertamos que a recusa pode limitar as funcionalidades que o site oferece.