foto: Luiza Beraldo

O Simpósio Internacional “Cinquenta anos de 1968 - A Era de Todas as Viradas”, que aconteceu entre 6/6 e 8/6 no prédio da História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP), foi marcado por uma homenagem aos docentes e estudantes da USP assassinados pela Ditadura Militar (1964-1985), alguns dos quais permanecem desde então como desaparecidos políticos.

De autoria da estudante Luiza Beraldo, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), foi instalada no vão do prédio, em parceria com a organização do Simpósio, a intervenção artística “68|18”, que consiste de uma série de imagens desses militantes políticos de esquerda.

Além da homenagem às vítimas da Ditadura Militar, o trabalho pretendia divulgar o Relatório Final da Comissão da Verdade da USP. “O documento traz uma lista de recomendações — medidas que devem ser tomadas pelo reitor para que a universidade se redima das graves violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura. Dessa lista, pouco foi cumprido”, explica Luiza.

Na manhã da abertura do simpósio, surpreendentemente, a obra foi arrancada do local por funcionários que pintavam o prédio. “Apesar da injustiça na ação da Diretoria”, lamentou a autora, “sinto-me realizada já que o trabalho atingiu um de seus objetivos: denunciar o conservadorismo da administração da USP, que pune manifestações estudantis, criminaliza os movimentos sociais no campus e segue com o seu projeto de desmonte da universidade pública, como há 50 anos”.

Luiza Beraldo
   

 

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