O seminário “Universidade Res­ponsável: Educação dos Direitos e a Construção da Cidadania”, organizado pelo Núcleo dos Direitos da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCEU) e agendado para 24 e 25/8, foi cancelado às pressas sem explicação satisfatória. Em 4/12, o evento foi finalmente realizado. O nome passou a ser “Universidade Responsável: Perspectiva Acadêmica” e a PRCEU suprimiu da programação a participação dos representantes da Adusp e do Sintusp.

Quando da repentina “suspensão” do Seminário, em 22/8 (sábado imediatamente anterior), a pró-reitora Maria Arminda Arruda e o professor Rubens Beçak, coordenador do Núcleo de Direitos, alegaram, no ofício circular 104/2015 da PRCEU, que “alguns dos nossos convidados para as mesas de debate cancelaram suas participações às vésperas do evento e, assim, o número de participantes que temos agora confirmados já é insuficiente para justificar a realização do evento tal como planejado”, e prometeram o reagendamento do seminário “para novas datas, as quais serão comunicadas em momento oportuno”.

A Adusp enviou ofício à PRCEU, manifestando sua estranheza diante do ocorrido. Beçak respondeu dizendo partilhar das preo­cu­pa­ções da Adusp. A nova pro­gra­mação do evento, contudo, deixa claro que uma das razões do cancelamento pode ter sido impedir a participação das entidades que fazem oposição à política da gestão M.A. Zago-V. Agopyan, além de refor­ma­tar o evento, dando-lhe uma característica mais institucional.

Prova disso é que o seminário deixou de ter o nome inicialmente programado, cujo teor remetia para um debate mais próximo da agenda dos movimentos sociais.

Retirada

Adusp e Sintusp haviam sido convidados e aceitaram participar do Seminário na data originalmente prevista, 24/8. A primeira mesa, “O Ensino na USP e os Direitos Humanos: a Transversalidade da Diversidade e dos Direitos nos Programas de Ensino”, teria como debatedores os professores César Minto (FE), presidente da_Adusp; Dilma de Melo Silva (ECA); Guilherme de Assis Almeida (FD), presidente da Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação (ANDHEP); José Ricardo Mesquita Ayres (FM); Marcelo Cândido da Silva, pró-reitor adjunto de Pós-Graduação.

Na programação de 4/12 esta primeira mesa foi mantida, porém sem contar com a participação de representante da Adusp, que deixou de ser convidada.

A Adusp preparou-se para o evento de agosto e elaborou uma breve comunicação, pontuando o tema dos direitos humanos e avaliando criticamente a postura da USP nos vários âmbitos de sua atuação. Impedidos de compartilhar seu posicionamento, sobretudo com a administração geral.

A mesa seguinte, “Os Direitos na USP: enfrentando casos de violação de direitos, assédio moral e sexual, violência, racismo, machismo, homofobia e outros”, prevista para 24/8 à tarde, propu­nha-se a discutir “como o conhe­cimento científico produzido dentro da Universidade pode trazer reflexões e ações efetivas para a reversão desse processo”.

Os debatedores seriam Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (FFLCH), ex-titular da Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária (SPP); José Antonio Visintin, superintendente da SPP e diretor da FMVZ; Neli Paschoareli Wada, diretora do Sintusp; Valmor Augusto Tricoli, presidente do Conselho Gestor da Prefeitura do Campus da Capital e diretor da EEFE; Vitor Blotta (ECA), pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência e secretário executivo da ANDHEP.

Na programação atual do Seminário esta segunda mesa foi suprimida. Nenhum dos convidados que participariam dela foi incluído na nova programação.

Informativo nº 412

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