A gestão Carlotti-Arminda indicou os nomes da(o)s pró-reitora(e)s que serão submetidos ao Conselho Universitário (Co) na próxima reunião do colegiado, nesta terça-feira (22/2). Cabe ao Co homologar ou rejeitar as indicações.
Os nomes são as seguintes:
 
  • Pró-Reitoria de Graduação (PRG): Aluisio Augusto Cotrim Segurado, da Faculdade de Medicina (FMUSP), e Marcos Garcia Neira (adjunto), da Faculdade de Educação (FE). Na atual gestão, Segurado já assumiu a presidência da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani);
  • Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG): Márcio de Castro Silva Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), e Niels Olsen Saraiva Câmara (adjunto), do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Silva Filho foi adjunto de Carlotti na gestão anterior e, no momento, responde pela PRPG em caráter pro tempore;
  • Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP): Paulo Alberto Nussenzveig, do Instituto de Física (IF), e Susana Inés Córdoba de Torresi (adjunta), do Instituto de Química (IQ);
  • Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU): Marli Quadros Leite, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), e Hussan El Dine Zaher (adjunto), do Museu de Zoologia (MZ).
A nominata coincide em boa parte com aquela que circulou no início do mês em listas de discussão e aplicativos de mensagens na comunidade uspiana, na qual ainda faltavam algumas indicações de adjunta(o)s.
 
Uma diferença importante, no entanto, é a mudança na indicação do pró-reitor de graduação, cargo para o qual a lista oficiosa, não confirmada pela gestão reitoral, apontava o nome de Jorge Alberto Soares Tenório, da Escola Politécnica (Poli).
 
A indicação vinha sendo criticada por docentes que consideravam que o professor não teria o perfil adequado para a função, particularmente por sua vinculação à Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), da qual é pastor. A controvérsia reflete óbvias questões políticas conjunturais, mas remete igualmente ao conflito de séculos entre ciência e religião. Na USP, o docente coordena o Laboratório de Reciclagem, Tratamento de Resíduos e Extração (Larex) da Poli, de 800m², e seu currículo Lattes apresenta uma produção acadêmica respeitável.
 
A nominata a ser submetida ao Co também não apresenta as indicações para a pró-reitoria de inclusão e pertencimento, a ser criada, o que demandará mudança estatutária. A proposta de criação do órgão foi um dos principais pontos do programa eleitoral da chapa Carlotti-Arminda.
 
A reunião também terá quatro eleições, três delas para comissões permanentes do Co: as Comissões de Legislação e Recursos (CLR), de Orçamento e Patrimônio (COP) e de Atividades Acadêmicas (CAA). Em cada uma serão eleita(o)s seis membros docentes e três suplentes.
A quarta eleição é para três membros docentes e um(a) servidor(a) técnico-administrativo(a), que vão compor a Comissão de Ética da USP.
 
A pauta do Co prevê ainda, entre outros itens, a deliberação sobre a concessão do título de Professor Emérito da USP a Jacques Marcovitch, reitor da universidade entre 1997 e 2001.
 
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