A Adusp enviou convite às duas chapas inscritas para as eleições à Reitoria da universidade propondo a realização de uma reunião aberta da(o)s candidata(o)s com o conjunto da categoria docente. O convite é para que a reunião, em formato remoto, seja realizada em data a ser definida entre 3 e 5/11, antes do debate virtual organizado pela Comissão Eleitoral da USP, marcado para 9/11. O Programa da Adusp para a USP também foi encaminhado às chapas.

“Queremos diferenciar essa reunião do debate oficial exatamente para dar voz à categoria para fazer perguntas e dialogar com as chapas”, diz a presidenta da Adusp, professora Michele Schultz. A preocupação leva em conta o fato de que as quatro candidaturas são ligadas à gestão Vahan Agopyan-Antonio Carlos Hernandes, cujo mandato se encerra em janeiro de 2022.

As duas chapas, por ordem de inscrição, são as seguintes:

  • USP Viva- Carlos Gilberto Carlotti Junior (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-FMRP), candidato a reitor, e Maria Arminda do Nascimento Arruda (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas-FFLCH), candidata a vice-reitora. Carlotti foi diretor da FMRP (2013-2016) e, na atual gestão reitoral, exerceu o cargo de pós-reitor de Pós-Graduação. Maria Arminda, pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária entre 2010 e 2015, foi também diretora da FFLCH (2016-2020) e vinha coordenando, desde 2019, o Escritório USP Mulheres.
  • Somos Todos USP- Antonio Carlos Hernandes (Instituto de Física de São Carlos-IFSC), candidato a reitor, e Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado (Faculdade de Odontologia de Bauru-FOB), candidata a vice-reitora. Hernandes foi pró-reitor de Graduação na gestão de M.A. Zago (2014-2018) e vice-reitor na gestão de V. Agopyan. Maria Aparecida, a Cidinha, foi diretora da FOB e, na atual gestão, respondeu pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.

No ato da inscrição, de acordo com as informações oficiais da universidade, toda(o)s se desincompatibilizaram das funções de chefia ou direção exercidas.

A eleição será realizada em turno único, no dia 25/11, das 9h às 18h, por meio de sistema eletrônico de votação e totalização de votos. Votam a(o)s componentes da chamada “Assembleia Universitária”: integrantes do Conselho Universitário, conselhos centrais, congregações das unidades e conselhos deliberativos dos museus e dos institutos especializados.

Antes disso, no dia 18/11, entre 9h e 18h, ocorre a consulta à comunidade, de forma eletrônica. A consulta tem “caráter indicativo” à Assembleia Universitária, portanto seus resultados não afetam a eleição propriamente dita. O resultado da consulta será divulgado no mesmo dia, discriminado por categorias — aluna(o)s de graduação e pós-graduação, docentes e servidora(e)s técnico-administrativa(o)s.

A escolha e nomeação de reitor e vice-reitora cabe ao governador do Estado a partir da entrega dos resultados da votação. A posse para o mandato de quatro anos ocorre no dia 25/1/2022.

Votação terá observadores externos

Neste ano, a USP constituiu uma comissão de observadores externos para acompanhar o sistema eletrônico de votação e totalização de votos. A comissão é integrada pelos professores Paulo Matias, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Sandro Rigo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Ney Lemke, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp); e, como suplente, Geraldo Sorte, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“A nomeação de comissão externa e independente de observadores é uma novidade no processo eleitoral da USP, mas que já vem sendo adotada em eleições virtuais em outras instituições acadêmicas. É uma providência bem-vinda especialmente nos tempos atuais, em que parece ter virado hábito questionar a seriedade e a confiabilidade de processos eleitorais eletrônicos”, disse ao Jornal da USP o presidente da Comissão Eleitoral, professor Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto, diretor da Faculdade de Direito (FD).

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