Nesta segunda-feira (21/9), o Cruesp emitiu novo comunicado informando que o presidente da Alesp não atendeu ao pedido de agendamento de uma reunião com os reitores da USP, Unesp e Unicamp, cujo objetivo era prestar esclarecimentos “ao Colégio de Líderes da Alesp sobre os impactos do Projeto de Lei 529/20 na autonomia universitária e nas finanças das universidades estaduais paulistas”.
 
Cauê Macris respondeu: “Devido a (sic) grande demanda, infelizmente não poderemos agendar nesse momento. Assim que possível, entraremos em contato”.
 
Os reitores concluem o comunicado reafirmando que o Cruesp “se coloca à disposição do Legislativo para mostrar os dados financeiros de maneira transparente e esclarecer os prejuízos inevitáveis para a população do Estado de São Paulo, caso esse projeto seja aprovado na forma como proposto”.
 
No programa “Alesp Conecta”, da TV Alesp, que foi ao ar no último dia 17/9, o reitor da USP, Vahan Agopyan, voltou a criticar o PL 529/2020 por ameaçar a autonomia e por retirar recursos das universidades.
 
“A autonomia financeira é necessária para que as universidades possam ter uma programação de médio e longo prazo em pesquisa e no ensino. Todas as universidades que estão entre as mais famosas, essas que aparecem nos ranqueamentos internacionais, são autônomas e a maioria é pública”, afirmou.
 
Quanto à possibilidade de redução ou confisco de verbas, Agopyan se disse “muito preocupado” porque “nas universidades não tem recurso sobrando”. “Aquele suposto superávit que aparece nos balanços, no passado chegou a ser uma reserva, mas nesta última década, em que o ICMS teve ou um crescimento muito pequeno ou realmente um decréscimo, as universidades sofreram muito, e graças ao que tinham de reserva conseguiram sobreviver sem a perda da qualidade”, apontou. O reitor qualificou como “muito bom” o relacionamento das universidades com o Legislativo e com o Executivo.