Reunida em 30/7, a Congregação da Faculdade de Educação da USP decidiu manifestar “sua preocupação e seu repúdio” diante da possibilidade, declarada pelo governo estadual e pela prefeitura da capital, de retomada de atividades presenciais nas escolas. “Entendemos que é nosso dever vir a público expressar que, em virtude dos dados apresentados pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e pelo Ministério da Saúde, no tocante ao estado atual da pandemia, não há qualquer condição para a retomada das aulas presenciais ainda este ano”, diz a nota da Congregação.

“Assim como a Universidade de São Paulo optou por manter as atividades remotas até o final do ano letivo, sugerimos que o mesmo procedimento seja seguido da Educação Infantil à Superior, tanto pública quanto privada”, prossegue. “Especialmente no que concerne à Educação Básica, qualquer educadora(or) tem consciência de que será impossível assegurar que crianças, adolescentes, jovens e adultos/as guardem as medidas de biossegurança que impeçam a circulação e propagação do vírus”.

A Congregação lembra ainda que na equipe que compõe a instituição escolar (gestoras e gestores, professoras e professores, funcionárias e funcionários) há pessoas que integram os grupos de risco para Covid-19, e, além disso, que não apenas as(os) profissionais da escola e alunas(os) estariam vulneráveis, mas toda a comunidade escolar.

“Reconhecemos a insuficiência do ensino remoto para o aprendizado de todas(os) as(os) alunas(os) e reconhecemos, inclusive, a desigualdade de acesso e de domínio das ferramentas virtuais por parte das(os) alunas(os) e professoras(es). Porém, compreendemos que, nas atuais circunstâncias, cabe conferir prioridade às questões de saúde pública; e permanecer com a utilização de meios de comunicação e informação remotos até o final do ano letivo”.