Édila Aparecida da Silva

Generosa, solidária, de personalidade cativante, capaz de contagiar a todos com seu bom-humor e energia. Alguém que fará muita falta no ambiente de trabalho, não apenas por sua experiência e pela habilidade com que cumpria suas tarefas, mas especialmente pelo carinho e amizade que distribuía, pela disposição de agregar e ajudar. Assim é descrita — por colegas do Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia (IP) da USP, docentes e funcionário(a)s — a auxiliar de laboratório Édila Aparecida da Silva, que faleceu nesta quarta-feira 3/6, aos 62 anos, vitimada pela Covid-19.

“É com muita tristeza e pesar que comunicamos o falecimento da nossa querida colega”, registra um tocante texto escrito nesta quinta-feira (4/6) em sua homenagem. “Édila era funcionária do Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP, onde trabalhou por 23 anos. Ela atuava junto ao Biotério e diversos laboratórios, como o Laboratório de Investigação Comportamental (LabIC), Laboratório de Análise Experimental do Comportamento, Laboratório de Psicoetologia - Walter Hugo Cunha e Laboratório de Etologia, Ecologia e Evolução dos Insetos Sociais (LEEEIS), onde cuidava com muita dedicação e destreza das diversas espécies animais ali existentes, desde pombos, ratos e macacos até formigas, grilos e aranhas”.

O relato destaca a grande importância do trabalho realizado por Édila nos laboratórios do IP ao longo de mais de duas décadas: “Seu trabalho, Édila o fazia com prazer, pois, como ela dizia ‘eu gosto dos bichinhos’. Sua atuação foi fundamental para o desenvolvimento das pesquisas no Departamento e, com a maior certeza, sem sua grande solidariedade e disposição para ajudar a todos, várias pesquisas não teriam resistido aos cortes e crises que a USP vem enfrentando”.

Sua conduta cotidiana no IP, cuja característica principal era a alegria, é relembrada em detalhes: “Sempre muito alegre e bem disposta, Édila espalhava seu bom humor contagiante por onde passava, e facilmente cativava a todos que cruzavam o seu caminho. Seja através de um animado bom dia pelos corredores, uma conversa despretensiosa com os colegas e alunos mostrando sempre o lado bom das coisas, ou por uma das muitas canções que ela interpretava com todo seu coração, enquanto cuidava dos animais, ela ganhava o carinho e amizade de quem com ela trabalhava ou tinha contato”.

Por fim, o texto acrescenta novos contornos ao perfil de Édila, chamando atenção para o papel agregador por ela desempenhado no ambiente de trabalho. “Por seu carisma e habilidade de agregar, ela ajudava a coesão das pessoas e a convivência dentro e além do departamento. Seu respeito pela diversidade era um grande exemplo para todos, assim como seus conselhos de quem já vivenciou muito. Seu ser e agir nos fazia mais felizes e parte de uma grande família no ambiente de trabalho. Suas filhas, seus netos, seu companheiro e toda família eram também um orgulho para ela, e emocionava a todos quando contava das batalhas superadas para alcançar os objetivos não só pessoais, mas também da família inteira”.

“Édila fará muita falta, muita mesmo. Não apenas por seu ótimo trabalho, mas também e principalmente por seu carinho, amizade e sua presença marcante em nosso meio, sempre dizendo que tudo estava bem ou que tudo podia ser feito. Fará muita falta toda essa energia positiva, generosidade e grande coração. Por tudo isso, nós seremos eternamente gratas e gratos a ela”.

Também o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) emitiu nota de profundo pesar pela perda de Édila Aparecida da Silva: “Após semanas de luta contra a doença, a companheira infelizmente faleceu ontem, 3/6, em decorrência da Covid-19. Toda nossa solidariedade aos familiares, amigos e demais colegas do Instituto de Psicologia”.

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