O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) emitiu nesta quarta-feira (8/4) uma nota de pesar pela morte por Covid-19 de Manoel Nunes de Souza, vigilante do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC). Trata-se do segundo trabalhador da USP a morrer vitimado pela epidemia. Na véspera foi noticiada a morte de Carlos Sérgio de Castro Silva (“Viola”), servidor da EACH.

“O Sintusp manifesta seu pesar pelo falecimento do companheiro Manoel Nunes de Souza, mais uma vítima do Covid-19, funcionário da vigilância do MAC Ibirapuera, da empresa terceirizada Albatroz. O colega Manoel estava trabalhando em esquema de revezamento, e mesmo sendo parte do grupo de risco não havia sido dispensado para quarentena. Expressamos nossa solidariedade à família e aos colegas de trabalho do funcionário Manoel”.

A nota reforça a “cobrança para que a USP garanta, junto às empresas terceirizadas, que os trabalhadores terceirizados sejam dispensados para quarentena, sem prejuízo de vencimentos, e naquelas atividades que não for possível dispensa total, que aqueles que façam parte do grupo de risco (acima de 60 anos ou com doenças crônicas como diabetes e hipertensão) sejam imediatamente dispensados e não façam parte das escalas de revezamento”.

Ainda segundo o Sintusp, há informações de que outro trabalhador da Albatroz, também lotado no MAC, está internado com Covid-19. “Portanto é urgente que a Reitoria e todas as direções de unidades e institutos tomem medidas, caso contrário serão cúmplices do adoecimento e mortes de mais trabalhadores da universidade”.