A Reitoria da USP suspendeu, momentaneamente, o retorno compulsório dos funcionários e funcionárias técnico-administrativo(a)s às atividades presenciais, determinado pelo chamado “sétimo documento” do Plano USP. A decisão foi anunciada pelo “nono documento”, emitido em 16/11 pelo vice-reitor Antonio Hernandes, coordenador do Grupo de Trabalho para a Elaboração do Plano de Readequação do Ano Acadêmico de 2020 (GT PRAA).
 
No seu novo comunicado, o GT PRAA admite a existência de um “quadro de incertezas e instabilidades” no Estado de São Paulo no tocante à pandemia Covid-19, uma vez que foi registrado “aumento sistemático do número de internações hospitalares na última semana, tanto na rede pública quanto na rede privada”, o que provocou o adiamento da atualização do Plano São Paulo pelo governo estadual.
 
“Nas primeiras semanas de outubro, quando a tendência de recuo sistemático da transmissão do Sars-CoV2 era evidente nas DRS em que há campi da USP no Estado de São Paulo, o GT propôs a retomada gradual compulsória das atividades laborais presenciais pelos servidores técnicos e administrativos (7º Documento, 27.10.2020). No momento, passadas quatro semanas, a tendência dos dados se reverte e nos coloca sob estado de cautela e cuidado”, afirma o comunicado.
 
“Assim sendo, o GT comunica, na data de hoje, a suspensão do caráter compulsório do retorno presencial na Universidade de São Paulo até que a evolução do quadro epidemiológico volte a se apresentar com clareza e segurança”. “As condições e recomendações descritas para cada fase do Plano USP no 7º Documento (Tabela 3), continuam válidas e em vigor”.
 
Portanto, apesar das severas críticas apresentadas por diversas unidades e pelas entidades de representação, a Reitoria parece disposta por enquanto a manter as premissas do “sétimo documento”.

Íntegra do Comunicado do GT PRAA de 16/11/2020

Os dados atuais da pandemia de COVID-19 no Estado de São Paulo configuram um quadro de incertezas e instabilidades acerca da evolução da doença. O Centro de Contingência do Estado de São Paulo registrou aumento sistemático do número de internações hospitalares na última semana, tanto na rede pública quanto na rede privada. Reflexo disso, a atualização do Plano São Paulo foi adiada até que se tenha maior clareza da tendência que ora se apresenta.
 
O Plano USP é dinâmico e tem como premissa básica a preservação da saúde da comunidade universitária. Nas primeiras semanas de outubro, quando a tendência de recuo sistemático da transmissão do Sars-CoV2 era evidente nas DRS em que há campi da USP no Estado de São Paulo, o GT propôs a retomada gradual compulsória das atividades laborais presenciais pelos servidores técnicos e administrativos (7º Documento, 27.10.2020).
 
No momento, passadas quatro semanas, a tendência dos dados se reverte e nos coloca sob estado de cautela e cuidado. Assim sendo, o GT comunica, na data de hoje, a suspensão do caráter compulsório do retorno presencial na Universidade de São Paulo até que a evolução do quadro epidemiológico volte a se apresentar com clareza e segurança.
 
As condições e recomendações descritas para cada fase do Plano USP no 7º Documento (Tabela 3), continuam válidas e em vigor.
 
Assim sendo, o retorno dos servidores técnicos e administrativos volta a ser facultativo, mas, a juízo do dirigente, as atividades que se encontram em andamento podem ter continuidade. Deve-se lembrar que é absolutamente necessário que as medidas de biossegurança continuem sendo rigorosamente seguidas para que possamos vislumbrar em breve uma redução clara e efetiva da pandemia que permita à Universidade seguir adiante com a retomada segura das atividades presenciais.
 
São Paulo, 16 de novembro de 2020.
 
GT Readequação do Ano Acadêmico 2020
 
Prof. Dr. Antonio Carlos Hernandes, Vice-Reitor e Coordenador do GT
Prof. Dr. André Lucirton Costa – FEARP
Prof. Dr. Edson Cezar Wendland – EESC
Prof. Dr. Gerson Aparecido Yukio Tomanari – IP
Profa. Dra. Mônica Sanches Yassuda – EACH
Prof. Dr. Tarcisio Eloy Pessoa de Barros Filho – FM