Alegação é de que adesões ao PIDV desfalcaram o serviço! Mães do campus de Ribeirão Preto pedem ao reitor que cancele a medida

No final de janeiro, os pais uspianos que foram contemplados, por meio de processo seletivo realizado em 2014, com vagas nas creches da universidade para seus filhos em 2015, foram surpreendidos por um comunicado da Superintendência de Assistência Social (SAS) de que, devido ao Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), as creches estão temporariamente impedidas em receber novos ingressos de crianças, devido à adesão de inúmeros funcionários.

Não é o primeiro direito dos dependentes de docentes e funcionários da USP retirado pela Reitoria. Em abril de 2014, o Departamento de Assistência à Saude da Superintendência de Saúde, baseando-se em interpretação totalmente equivocada dos efeitos da Resolução GR 6.789 de 14/4/2014, ordenou às diretorias das unidades que não cadastrem novos dependentes de docentes, funcionários técnicos e administrativos e alunos ativos da USP como beneficiários do Auxílio-Saúde, que inclui serviços médicos, odontológicos e complementares que anteriormente eram disponibilizados a todos os dependentes.

No dia 9/2, uma comissão de mães de crianças selecionadas para ingressar na Creche Carochinha, da USP de Ribeirão Preto, encaminhou documento ao reitor M.A. Zago, no qual pedem “reconsideração do e-mail encaminhado pela SAS aos pais das crianças selecionadas, em 26/2/2015, que informava sobre a situação de diminuição de quadro de funcionários nas creches USP devido ao PIDV, e assim, impedindo o ingresso de crianças novas nas creches da instituição, para garantir a segurança e qualidade do ensino para alunos e professores”.

Atenção especial aos bebês

De acordo com o documento, “a situação da Creche Carochinha foi de perda aproximada de oito funcionários, sendo quatro técnicos administrativos e quatro docentes”, sendo necessária a readequação do quadro de pessoal para atendimento das 21 (vinte e uma) crianças selecionadas. “Sabe-se que existe possibilidade de atendimento imediato para as 10 (dez) crianças nascidas a partir de 2013, pois existem turmas formadas e em funcionamento, para as quais foram disponibilizadas as vagas, ou seja, essas turmas já funcionam sem sua capacidade total de atendimento. Solicitamos atenção especial às turmas para bebês, pois representam 11 (onze) das crianças selecionadas”.

O texto lembra ao reitor que “houve a criação de uma expectativa quanto à garantia do ingresso das crianças selecionadas na creche USP e com a negativa do ingresso a criação de muitos transtornos às famílias: perderam a oportunidade de concorrer nas creches municipais, que encerraram processo de matrícula em 2014; ou retiraram seus filhos das escolas que frequentavam, sendo que atualmente poucas escolas dispõem de vagas visto que as aulas já começaram”, e pede que, diante do exposto, sejam criados “mecanismos para o atendimento das crianças para as quais houve processo seletivo e divulgação de resultado para ingresso na Creche Carochinha da USP-RP”.