Além da Cidade Universitária do Butantã, Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e faculdades de Medicina (FM), Saúde Pública (FSP) e Direito (FD), também os campi da USP de Ribeirão Preto, São Carlos, Pirassununga, Piracicaba e Bauru participaram ativamente das manifestações do 15 de maio que marcaram esse dia país afora.

Em Pirassununga os manifestantes foram do campus da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) até o centro da cidade (confira o vídeo ao lado). Em Piracicaba a manifestação da comunidade da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) também chegou às ruas da cidade. As ruas do centro de São Carlos também ficaram repletas de estudantes dos cursos da USP e da UFSCar, que além da passeata de protesto montaram uma exposição de pesquisas realizadas nessas instituições.

Estudantes da Esalq preparam-se para o protesto
Marcha pelas ruas de Piracicaba
Em Piracicaba, manifestação incluiu a defesa do meio ambiente
Cartazes rústicos: meio para dialogar com a população
Estudantes da USP e da Ufscar levam protesto ao centro de São Carlos
Em Bauru, manifestantes foram estimados em 10 mil (foto: Eduarda Guelfi/G1)
Professor José Marcelino em Ribeirão Preto (foto: Filipe Maia Peres)
Professora Annie Schmaltz Hsiou em Ribeirão Preto (foto: Filipe Maia Peres)
Professora Tiana Kohlsdorf em Ribeirão Preto (foto: Filipe Maia Peres)
Professor Eurico Arruda Neto em Ribeirão Preto (foto: Filipe Maia Peres)
Avenida Paulista: forte participação no “15M” (foto: Daniel Garcia)
Protesto prosseguiu à noite, apesar da chuva (foto: Daniel Garcia)
Resposta ao discurso belicoso da Presidência (foto: Daniel Garcia)
Guarda-chuvas deram colorido especial ao ato (foto: Daniel Garcia)
Docentes da USP comparecem ao protesto (foto: Daniel Garcia)
Mais uma resposta contundente a Bolsonaro (foto: Daniel Garcia)
Concentração na USP pela manhã (foto: Jorge Maruta/Jornal da USP)
'Recado' direto ao titular do MEC (foto: Daniel Garcia)

Uma das manifestações mais fortes ocorreu em Ribeirão Preto, onde a “Marcha em Defesa da Educação Pública”, após deslocar-se entre o portão principal do campus e o centro da cidade, lotou a Esplanada do Teatro Pedro II. Ali milhares de manifestantes assistiram a uma aula pública dos professores José Marcelino Rezende Pinto (FFCLRP), Tiana Kohlsdorf (FFCLRP) e Eurico de Arruda Neto (FMRP). Também se manifestou a diretora regional da Adusp, professora Annie Schmaltz Hsiou.

Em Bauru a comunidade da Faculdade de Odontologia (FOB) participou de um protesto que reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo o portal G1. O ato, convocado pela Apeoesp, contou com a presença destacada de professores da rede estadual e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Primeira grande derrota do governo Bolsonaro

Os principais centros urbanos do país realizaram vigorosas manifestações contra o corte de verbas na Educação e, adicionalmente, contra a reforma da Previdência. Foi imposta, assim, uma grande derrota ao governo Bolsonaro. Nas duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, o protesto reuniu centenas de milhares de pessoas. Na capital carioca, a Catedral da Candelária, belamente iluminada, foi o epicentro da manifestação, enquanto na capital paulista o ato interrompeu boa parte da Avenida Paulista, dos dois lados do Masp.

Em Brasília, Manaus, Macapá, Belém, Ouro Preto, Juiz de Fora, Santa Maria (RS), Aracaju, Campinas, Niterói, Salvador, Curitiba, Fortaleza e mais de 200 outras cidades amplos setores da população expressaram seu repúdio à política do MEC e do Ministério da Economia.

Nunca se viu, também, tanto apoio de alguns setores a um protesto desse tipo. A Rede Globo, por exemplo, fez uma cobertura extremamente simpática ao “15M”. O Jornal da USP, publicação oficial da Reitoria, publicou extensa cobertura das manifestações, realizada por uma equipe de seis repórteres de texto e quatro de imagem, contingente de fazer inveja até a grandes jornais diários.