“Reconhecemos o processo eleitoral como um passo importante para o exercício da democracia brasileira, mas temos a convicção de que é só a luta organizada do(a)s trabalhadore(a)s que poderá garantir que nossos anseios enquanto classe possam ser atingidos”, afirma a Diretoria do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior ( Andes-SN) em nota sobre o resultado do segundo turno das eleições divulgada nesta segunda-feira (31/10). 

“Lutamos por um mundo sem exploração e opressões e isso só se dará com o povo trabalhador organizado. É momento de fortalecermos o movimento sindical, popular e de juventude e permanecermos em mobilização pela garantia de que Lula possa assumir o governo no dia 1º de Janeiro de 2023 e que possamos seguir avançando na reorganização das nossas lutas”, diz a nota.

Na avaliação do Andes-SN, na eleição do último domingo “foi dado um passo fundamental na luta pelas liberdades democráticas no Brasil”. “Com a vitória de Lula no segundo turno das eleições, derrotamos Bolsonaro nas urnas, vencemos sua política genocida, anticientificista, fascista e ultraneoliberal, que se expressaram, nestes últimos quatro anos, no aumento da fome, do desemprego e da violência. O que acompanhamos neste último período foi um governo disposto a usar a máquina pública para os interesses da burguesia e que, sustentado pela atuação dos militares, levou nosso país a uma tragédia social”, afirma a nota.

A Diretoria da entidade lembra que pela primeira vez desde a instituição da possibilidade de reeleição um presidente não obteve o segundo mandato, “o que demonstra o profundo descontentamento da maioria da população brasileira ao que representa o projeto de Bolsonaro”. “No entanto, é muito expressivo o apoio a Bolsonaro e sabemos que sua base política no Congresso e no Senado nos deixa em um alerta permanente de luta para derrotá-la nas ruas”, considera o Andes-SN.

Por essa razão, defende, “é fundamental seguirmos mobilizando o(a)s trabalhadore(a)s, nossos locais de trabalho e estudo, a categoria docente e o conjunto do(a)s servidore(a)s público(a)s para os enfrentamentos que teremos ainda neste ano e no próximo período”. 

É preciso exigir “o compromisso de Lula e seus(suas) aliado(a)s para derrotarmos as propostas nefastas do capital para o país, como é o caso da contrarreforma administrativa” e a revogação do teto dos gastos, “dentre outras pautas que são fundamentais para avançarmos em melhores condições de trabalho e de vida para o(a)s trabalhadore(a)s”. 

“Vencemos Bolsonaro nas urnas e seguiremos em luta para vencer o bolsonarismo nas ruas”, conclui a nota.

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