Nota da Diretoria da Adusp

No dia 23/11, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aprovou a reintegração de posse de área onde estão acampadas 450 famílias, o Acampamento Marielle Vive, em Valinhos. Esse acampamento é uma experiência das mais originais e pertinentes de construção de um quadro de vida digno e saudável para famílias que se encontravam em situação de grande precariedade, em conjuntura política nada favorável. Com esta perspectiva, grupos de extensão da Esalq-USP, atuando no âmbito da questão agrária, passaram a dirigir esforços para o apoio a estas famílias agora ameaçadas de despejo iminente.

A decisão judicial provocou evidentemente grande inquietação, o que levou a coordenação do Acampamento a divulgar a seguinte nota: “A decisão, gravíssima e inconsequente frente à vigência da Covid-19, expõe os reais interesses representados e como funciona o sistema judiciário. Mesmo diante do crime constitucional há anos cometido pela Fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários, que não cumpre a função social da terra, degrada o solo e o meio ambiente, o Tribunal decidiu pela manutenção da posse precária da Fazenda destinada à especulação imobiliária que usurpa a terra em detrimento do  social, das leis, direito à moradia, à reforma agrária. É a lei do capital e da propriedade privada contra os direitos humanos”.

DESPEJO NA PANDEMIA É CRIME! As famílias do Acampamento Marielle Vive estão há mais de 3 anos e 7 meses na Fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários. Em 2018, quando houve a ocupação da área, a fazenda era uma área abandonada e improdutiva com único fim a especulação imobiliária no afã do lucro dos seus investidores. Com os Sem Terra a fazenda se transformou em um grande Acampamento produtivo, que doa alimentos saudáveis, vende e comercializa cestas de produtos agroecológicos e artesanato, gerando renda e construindo dignidade e possibilidades de vida. Seguimos em luta, por nossos filhos e filhas, por nossos direitos e com a esperança de que um dia vencerá a justiça dos/as trabalhadores/as!”

Esta nota é finalizada com um convite para que todas as pessoas solidárias a essa causa contribuam para reverter esta decisão injusta, dando repercussão ao fato e alertando para o risco das famílias voltarem para a total precariedade. Assim, a Adusp se une a este movimento de solidariedade, reforçando o convite endereçado a pessoas engajadas em causas socioambientais e suas organizações para que elaborem e postem vídeos curtos, fotos com placa “MARIELLE FICA” ou textos em defesa do Acampamento Marielle Vive em suas redes, marcando/copiando @mstsp @acampamentomariellevivesp.

Você pode contribuir na resistência ao despejo! Assine aqui o formulário de pressão para que a Prefeitura de Valinhos, o TJ-SP e a juíza responsável pela ordem de despejo anulem o processo: https://bit.ly/MarielleViveSP.

 

A Diretoria da Adusp

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