O #24J marca a quarta rodada de manifestações organizadas por movimentos, sindicatos, partidos e frentes em todo o país em protesto contra a corrupção na compra das vacinas, as políticas do governo que levaram a um genocídio provocado pela Covid-19, o caos econômico e social e os ataques à democracia, à educação e à ciência

Neste sábado (24/7), mais uma grande rodada de protestos contra o governo de Bolsonaro e Mourão ocorre em todo o país. As centrais sindicais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, partidos políticos e as entidades que compõem a Campanha Nacional Fora Bolsonaro estão reforçando o chamado às manifestações e vêm realizando plenárias e reuniões para preparar os atos.

O dia vai marcar a quarta grande rodada nacional de protestos pelo Fora Bolsonaro, movimento que tem levado às ruas centenas de milhares de manifestantes no país inteiro, numa expressão concreta do descontentamento da população com o governo de ultradireita e a sua condução desastrosa da crise sanitária causada pela pandemia, que já ceifou a vida de quase 550 mil brasileiros e brasileiras.

Em São Paulo, a concentração tem início previsto para as 15h em frente ao Masp, na avenida Paulista. Como nas manifestações anteriores, a representação da Adusp se reunirá em frente ao Conjunto Nacional.

As denúncias de corrupção apresentadas na CPI do Genocídio no Senado Federal, que revelam que Bolsonaro e membros de seu governo não se preocuparam em adquirir vacinas para salvar vidas, mas agiram, conforme apontam as investigações, para arrecadar propinas, aumentaram ainda mais a indignação popular.

As últimas pesquisas divulgadas pelo Datafolha apontam que 70% da população acredita que o governo é corrupto, 51% consideram o governo ruim ou péssimo e 63% classificam Bolsonaro como incapaz de liderar o país.

“Tarefa histórica em nossas mãos”, considera presidenta do Andes-SN

O 12º Conad Extraordinário do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), realizado em formato virtual neste mês, deliberou pela participação do sindicato nacional e de suas seções sindicais na construção dos atos do #24J, sempre com a preocupação de garantir todas as medidas de segurança sanitária – uso de máscara e álcool em gel e preservação do distanciamento – e também de prevenção contra possível repressão por parte das forças policiais.

As delegadas e os delegados aprovaram ainda estimular a organização de comissões de segurança, organizar o bloco “Andes-SN em luta” nas manifestações de rua para fortalecer as lutas contra os cortes orçamentários na Saúde e Educação, as intervenções nas universidades, institutos federais e Cefet e contra a reforma administrativa, a PEC 32, que tramita no Congresso Nacional.

Quem optar por não ir às ruas pode se unir às manifestações utilizando nas redes a hashtag #24JForaBolsonaro.

Ao final do Conad, a presidenta do sindicato nacional reforçou a importância dos e das docentes da base do Andes-SN participarem dos atos, nas ruas e nas redes, contra o governo Bolsonaro e em defesa da vida e dignidade da população. 

“Fazemos o chamado para a categoria para realizar um grande dia de luta no 24/7, impor derrotas a esse governo e pressionar pela abertura do processo de impeachment desse governo genocida, que banaliza a vida. Saímos daqui com a certeza de que resistir é a nossa marca, e enfrentar é a nossa história. Vamos engrossar fileiras no dia 24, é uma tarefa histórica que está em nossas mãos”, disse a professora Rivânia Moura, em declarações publicadas no site da entidade.

“A luta pelo impeachment de Bolsonaro é a luta pela vida! As políticas deliberadas de seu governo em negar a ciência e a gravidade da pandemia de Covid-19 e, mais ainda, de impedir que a vacinação se iniciasse o quanto antes são políticas de morte”, afirma a presidenta da Adusp, professora Michele Schultz Ramos.

“Além de impedir a compra de vacinas e atrapalhar a vacinação em massa de brasileiras e brasileiros, Bolsonaro e seus asseclas tentaram obter lucros negociando com a vida do povo brasileiro! Isso é inadmissível, é criminoso! Por isso, iremos às ruas no dia 24 para impedir que esse governo genocida continue com seu projeto de extermínio”, conclui a professora.