No dia 25/2, mais de 90 professores e 200 funcionários da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (EEL-USP) entraram em greve, reivindicando a sua inclusão no quadro de pessoal da USP. Embora a EEL tenha sido incorporada à USP em 2006, as categorias sentem-se prejudicadas por não terem direito à política salarial e aos benefícios vigentes para os docentes e funcionários da universidade. A unidade conta com 1600 alunos de graduação e pós-graduação.

Na reunião do Conselho Universitário (CO) de 4/3, registrou-se um avanço na posição da Reitoria, em parte devido à presença de funcionários e alunos da EEL, que se deslocaram para o campus de São Paulo em três ônibus lotados.

A reitora Suely Vilela apresentou uma proposta que consiste em: 1) incorporar os funcionários ao quadro da USP, fazendo as devidas adequações; 2) incorporar os docentes, mediante a criação de um quadro em extinção; 3) solicitar à Assembléia Legislativa a criação de 135 cargos docentes, de modo a permitir futuras substituições na EEL; 4) reivindicar do governo estadual o repasse de verba adicional de 0,06% da quota-parte do Estado do ICMS (prometida pelo secretário de Ciência e Tecnologia).

Proposta aprovada

“Devido à pressão do Sintusp e dos nossos colegas, a Reitoria permitiu que duas pessoas falassem no CO, e se comprometeu a oficializar a proposta e encaminhá-la ao Conselho Diretor da escola”, informou ao Informativo Adusp o professor Domingos Giordanni, do Departamento de Química da EEL. A reitora também assumiu o compromisso de convocar uma reunião extraordinária do CO para deliberar sobre o assunto, após a aprovação da proposta pelo Conselho Diretor da EEL.

No dia 6/3, reunido em São Paulo, o Conselho Diretor deu seu aval à proposta da professora Suely Vilela. “Foi aprovada por unanimidade e já encaminhamos hoje mesmo. Esperamos que a própria Reitoria agilize todo o processo”, declarou Cláudio Cardoso, representante eleito dos funcionários no Conselho Diretor, ao Informativo Adusp.

A greve foi suspensa em 7/3. Por unanimidade, a assembléia considerou que a proposta da Reitoria “atende às aspirações dos docentes e não docentes”.

 

Matéria publicada no Informativo n° 253

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