Nesta terça-feira (3/10), o Fórum das Seis enviou ofício ao reitor da Unicamp, Antônio José Meirelles (Tom Zé), atual presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), no qual comunica que será realizado um novo ato público na Unicamp, no dia 18/10, a partir das 11 horas, e pede, novamente, que receba as entidades para reabrir as negociações da campanha salarial. 

O objetivo da atividade é cobrar do Cruesp “que agende com o Fórum das Seis reuniões para discussão da Pauta Unificada 2022 e do grupo de trabalho (GT) constituído entre as partes para estudar propostas para um plano de reposição das perdas históricas e para um plano de valorização dos níveis iniciais das carreiras”, diz o ofício, assinado pela presidente da Associação dos Docentes da Unicamp (ADunicamp), professora Maria Silvia Viccari Gatti, pela coordenação do Fórum das Seis.

“Aproveitamos o ensejo para solicitar a V.Sa., na condição de presidente do Cruesp, que receba em audiência, no dia 18/10/2022, uma comissão representativa do Fórum das Seis. No aguardo de vosso retorno, na expectativa de manutenção do salutar clima de diálogo estabelecido entre as partes, subscrevemo-nos atenciosamente”, encerra.

Certamente contando com a anuência de seus pares da USP, Carlos Gilberto Carlotti Jr., e da Unesp, Pasqual Barretti, Tom Zé vem se recusando a conversar com o Fórum das Seis. Tem recorrido a pretextos grosseiros, desrespeitosos, para evitar o encontro com as entidades. Em 31/5, procurado por uma delegação do Fórum em seu gabinete na Unicamp, mandou o seguinte recado: “Se querem reunião, é preciso agendar com a secretária”. Em 26/8, o secretário-executivo do Cruesp oficiou ao Fórum, informando que Tom Zé não poderia reunir-se na data proposta (30/8), pois teria de comparecer a um “evento científico”. 

As atitudes do presidente do Cruesp (mais um reitor que se elegeu prometendo “diálogo”) sinalizam a disposição desse colegiado de impor um novo ciclo de arrocho salarial. Ao contrário do que tenta fazer crer o Cruesp, o reajuste de 20,67% concedido em março último cobriu apenas parte das perdas acumuladas desde 2012, e a inflação alta já corroeu parte do poder aquisitivo recuperado (em agosto, por exemplo, o IPCA registrou alta de 0,32%). Razão pela qual o Fórum insiste na abertura das negociações da data-base de 2022, e as categorias continuarão lutando por isso. 

Para informações detalhadas sobre as perdas sofridas por nossos salários, sobre os dados do comprometimento das universidades estaduais com as respectivas folhas de pagamento e, ainda, sobre o montante de recursos disponível no caixa da USP, que é de pelo menos R$ 2,5 bilhões, leia o Boletim do GT Verbas de setembro. 

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