Mais uma vez, o reitor da Unicamp, Tom Zé, que é o atual presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), recusou-se a receber os representantes do Fórum das Seis para discutir a data-base de 2022. Nesta sexta-feira (26/8), em resposta a novo ofício do professor Paulo César Centoducatte, coordenador do Fórum das Seis, propondo reunião entre as partes em 30/8, o chefe de gabinete de Tom Zé na Unicamp e secretário-executivo do Cruesp, Paulo César Montagner, enviou o ofício GR 218/2022, no qual alega ser impossível a reunião nesta data. 

No ofício, Montagner pretexta a existência, na mesma data, de outros compromissos tanto de Tom Zé quanto do próprio chefe de gabinete. Ele informa que “o Prof. Dr. Antonio José de Almeida Meirelles [Tom Zé] estará em compromissos institucionais, fora da cidade de Campinas, representando a Unicamp em evento científico no período de 29/8 a 1/9/2022”, e que ele próprio, Montagner, “foi convocado por sua unidade (FEF/Unicamp) para atuar, em tempo integral, como membro titular de um concurso público de ingresso docente – processo 23P08405-2022, na semana de 29/8 a 2/9/2022”. Assim, conclui, “diante da impossibilidade de receber os representantes do Fórum das Seis no dia 30/8”, coloca-se à disposição para novo contato. 

Na tentativa anterior do Fórum das Seis de se fazer receber por Tom Zé, procurando-o diretamente na Reitoria da Unicamp, o presidente do Cruesp negou-se a conversar com as entidades, mandando “agendar com a secretária”. Não é preciso muito esforço para perceber que, desta vez, Tom Zé providenciou novos pretextos para fugir das responsabilidades atinentes aos dois cargos que exerce, encontrando um providencial “evento científico” para justificar a “impossibilidade” de abrir as negociações salariais com o Fórum das Seis.

A atitude canhestra do reitor da Unicamp indica o acerto da decisão dos sindicatos e diretórios estudantis de realizar o ato em 30/8. Tudo indica que o Cruesp está endossando os gestos de seu presidente e que os reitores decidiram apostar na retomada do arrocho salarial. Portanto, só existe um caminho para fazer com que mudem de opinião: a mobilização das categorias. 

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