A liberdade de organização sindical e a defesa das nossas conquistas e da nossa história foi o tema do III Congresso Extraordinário do Andes-SN, realizado em Brasília-DF, de 19/9 a 22/9.

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Aspectos do Congresso: acima, votação em plenário; abaixo à esquerda, a delegação da Adusp; abaixo à direita, o professor Ciro Correia, presidente do Andes
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O enfrentamento da conjuntura política adversa — em função das tentativas do governo federal e da CUT de interferir na nossa organização sindical autônoma, criando obstáculos quanto ao reconhecimento da condição legal do Andes-SN como representante do conjunto dos docentes de ensino superior — exigia um Congresso forte, representativo das diferentes posições existentes no movimento. Exigia um Congresso que, sobretudo, nos preparasse para a luta contra os ataques e a criminalização dos movimentos sociais autônomos no país, desferidos pelo Governo Federal e por entidades sindicais atreladas ao governo.

Foi isso que vimos acontecer em Brasília. Já na plenária de abertura, as entidades presentes destacaram a importância histórica e política do Andes-SN como um dos protagonistas das lutas sociais e da defesa da Educação Pública e Gratuita em nosso país, manifestando sua solidariedade ao nosso Sindicato. O Congresso reuniu 331 participantes de 62 Seções Sindicais de todo o país e a Adusp se fez representar com uma delegação quase completa: 10 delegados, de 11 possíveis.

As discussões se desenvolveram de forma participativa, com amplo e democrático debate, no qual se reafirmou o Andes-SN como o único e legítimo representante dos professores de ensino superior de todo o país. A tentativa de fundação de um sindicato nacional de docentes das instituições federais de ensino superior, por parte da CUT e do Proifes (ver Informativo Adusp 266 e 267), foi repudiada pelos delegados, por ter sido entendida como afronta direta à democracia e autonomia sindicais.

Para enfrentar tal conjuntura, o III Congresso Extraordinário aprovou um calendário de mobilizações, em âmbitos local, regional e nacional. “A culminância das diferentes ações apontadas como plano geral de lutas do Sindicato para esse período deverá ser a realização de um grande ato político em Brasília, em frente ao Ministério do Trabalho e Emprego, em defesa do Andes-SN, pela reversão da suspensão de seu registro sindical”, frisou a Carta de Brasília, aprovada ao final do congresso.

A efetividade de nossas ações depende de enfrentar o desafio de retomar a participação e mobilização intensas, mantendo nossa unidade.

Neste momento, dizer não ao sindicalismo oficial, assim como ao imposto sindical, é lutar pela liberdade e independência sindical e, dessa forma, continuar os compromissos históricos do Andes.

 

Matéria publicada no Informativo nº 268