Entre 27/2 e 4/3, terá lugar em Campina Grande (PB) o 26º Congresso da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-Sindicato Nacional), da qual a Adusp é seção sindical. Na pauta, movimento docente e conjuntura; centralidade da luta; políticas sociais; questões organizativas e financeiras e plano de lutas.

No centro dos debates estará a questão da reorganização e unificação da classe trabalhadora com liberdade de organização sindical, a defesa do serviço público, da universidade pública e a luta contra as reformas neo­liberais.

O Andes-SN, que foi filiado à CUT por compreendê-la como a mais importante organização não partidária que a classe trabalhadora brasileira construiu para ampliação dos direitos sociais e de cidadania — e que dela se desfiliou em 2005, por decisão congressual, por entender que se consolidara o processo em curso desde os anos 1990, de perda de autonomia da entidade em relação a partidos políticos, e de fortalecimento da burocracia em detrimento de suas instâncias de deliberação — vê-se agora diante da decisão de filiar-se à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), conforme proposta encaminhada pela atual diretoria do Andes-SN.

Essa proposta surge no contexto das ações que o Andes-SN empreende ao lado de diversos setores da classe trabalhadora, no sentido de constituir novos instrumentos de luta. Assim é que participou em 2004, em Luziânia (GO), do encontro de entidades sindicais e populares que constituiu o Conlutas; participou como observador em 2006, em Sumaré (SP), do Congresso Nacional de Trabalhadores (Conat), que formalizou a Coordenação como uma Central Sindical e Popular; e acompanhou outras iniciativas, como a Assembléia Nacional Popular e de Esquerda e a Intersindical.

O próprio histórico da CUT realça a importância da devida avaliação política quanto ao ingresso, neste momento, em uma nova Central Sindical, ou a manutenção da posição até aqui adotada pelo Andes-SN, de participar e fortalecer todos os movimentos que lutam no sentido de rearticular e fortalecer os trabalhadores.

A assembléia da Adusp de 7/2, que elegeu nossos delegados ao 26º Congresso (Américo Sansigolo Kerr, Carla R. O. Carvalho, César Augusto Minto, Heloísa Borsari, João Zanetic, Osvaldo Coggiola e Sérgio P. Amaral Souto), não fechou questão quanto à filiação ou não ao Conlutas. Portanto, neste ponto da pauta cada delegado da Adusp votará conforme suas próprias convicções, levando em consideração os diferentes argumentos apresentados no debate.

 

Matéria publicada no Informativo nº 230