Mesmo correndo o risco de saturar os colegas, que muitas vezes não têm tempo sequer para ler, no ritmo adequado, os textos relacionados ao seu trabalho acadêmico, a diretoria da Adusp considera vital enfatizar a importância de termos de fato uma séria negociação de data-base.

No Informativo Adusp 302 apresentamos um breve histórico de quase vinte anos de negociações de data-base e as complexidades com que nos deparamos neste ano, fruto de iniciativas a nosso ver divisionistas perpetradas pelo Cruesp. O Fórum das Seis, cumprindo o que estava previsto no cronograma por ele estabelecido em 20/1, entregou a Pauta Unificada, que contém as reivindicações dos docentes, estudantes e funcionários das três universidades e do Centro Paula Souza, no dia 30/3, ao atual presidente do Cruesp (vide detalhes no Boletim do Fórum das Seis de 31/3).

Ficamos agora na expectativa de que a primeira reunião de negociação ocorra, de fato, entre os dias 19 e 23/4, conforme solicitação encaminhada em 12/2 (!) ao reitor da USP João Grandino Rodas, então na presidência do Cruesp, e reencaminhada ao reitor Fernando Costa, da Unicamp, em 10/3. Agora, com a Pauta entregue, certamente na próxima semana conheceremos a data dessa primeira reunião.*O Fórum das Seis, em reunião realizada logo após a entrega da Pauta, indicou os eixos centrais da campanha:

  1. Reajustes iguais para servidores técnico-administrativos e docentes, tendo como horizonte os 16% de reposição salarial para todos! Essa reposição é constituída pela inflação de maio de 2009 a abril de 2010 e de parte da perda salarial acumulada, ao longo dos últimos vinte anos, em relação ao salário médio de maio de 1989, início da vinculação dos orçamentos das universidades estaduais paulistas a um percentual do ICMS do Estado definido a cada ano pele Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), os já tradicionais, mas insuficientes, 9,57%.
  2. Não criminalização dos movimentos sociais! O Fórum das Seis condena uma prática, muito comum na sociedade brasileira, de transformar em delitos criminais ações decorrentes de deliberações de assembleias de categorias de trabalhadores em conflitos de data-base. Basta ver como o governo do Estado lida com a campanha salarial dos professores da educação básica e os processos contra estudantes e funcionários das universidades estaduais. O diálogo entre as partes é imprescindível para evitar tais situações.
  3. Permanência estudantil/gratuidade ativa! Este é um eixo que tem merecido pouca atenção das administrações universitárias. Moradia e alimentação subsidiada são duas demandas urgentes nas três universidades. O próprio reitor Rodas, ao anunciar a transferência da Reitoria de um dos blocos do Crusp para o prédio da Antiga Reitoria, reconheceu o déficit de moradia existente desde os acontecimentos de 1968. O diálogo é imprescindível para lidar com a crise na Coseas.
  4. Mais recursos para a educação pública! Esperamos que neste ano, finalmente, o Cruesp se junte à reivindicação de mais recursos para as universidades e para a educação básica, quando a Assembleia Legislativa estiver votando a LDO.

Em síntese: dialogar é preciso… Estamos aguardando que o Cruesp se manifeste.

 

Informativo nº 303

 

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