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13 de maio de 2005


Relato da reunião de negociação do Fórum Cruesp de 12/05/05

CRUESP tenta confiscar a conquista da greve de 2004
Reitores oferecem 4% e vão para Espanha

Reunião de negociação de 12/5/05Indignação é a palavra que expressa como o Fórum recebeu a proposta de reajuste salarial, feita pelo Cruesp, na primeira rodada de negociação. Diante de muita confusão, entre os reitores e sua equipe técnica, e após duas interrupções da reunião, além de diversos pedidos de esclarecimentos, finalmente ficou um pouco mais inteligível a seguinte proposta do Cruesp:

1) Reajuste de 4% em maio

2) Em outubro, o Cruesp fará previsão do ICMS para o ano de 2005. Há três possibilidades:

(a) Se a previsão for menor que R$ 37,2 bilhões, o reajuste em outubro será de 0%;

(b) Se atingir 37,7 bilhões, será concedido reajuste de 3,79%, que composto com os 4% integralizaria o índice de 7,94%, que é o índice FIPE que deveria ser incluído no reajuste da data-base;

(c) Se a previsão indicar mais que R$ 37,7 bilhões ou estiver entre R$ 37,2 e 37,7 bilhões o Cruesp propõe realizar uma reunião para discutir um eventual reajuste de salário.

Mesmo com a visão conservadora da própria comissão técnica do Cruesp, que estima em 10,7% o crescimento da arrecadação do ICMS em relação ao ano passado, a proposta de reajuste foi de 4%. Este índice não contempla o crescimento do ICMS e nem recupera as perdas inflacionárias da data-base de 2005, o que é menos da metade da inflação do ICV-Dieese. Isto foi considerado provocação!

 

Essa proposta confisca as conquistas salariais da greve de 2004. O índice de 4% hoje é tão provocativo quanto o 0% proposto pelo Cruesp no ano passado, frente à inflação e ao crescimento da arrecadação do ICMS, estimado pelo Fórum em 13%. Além disso, a proposta materializa a política de sustentar o custeio da universidade com confisco do salário de seus trabalhadores.

Assim, a prioridade do Cruesp é garantir 10% para custeio, mesmo que seja necessário confiscar salários, demonstrando que falta competência e vontade política aos gestores das universidades para buscar soluções efetivas para o financiamento dessas instituições. É notória a sua opção pela manutenção da estrutura física das universidades em detrimento de seus trabalhadores. Isto não é razoável. Este é um problema crônico já apontado pelo Fórum nas campanhas anteriores. É necessário ampliar a luta por mais recursos para o financiamento das Universidades Estaduais Paulistas e para o Centro Paula Souza, junto a Assembléia Legislativa.

 A indignação aumentou quando, ao final da reunião, os reitores anunciaram a sua viagem para a Espanha no dia 17/05/05, marcando a próxima reunião de negociação somente para 24/05/05. Esse fato expressa o descaso com a data-base 2005

Companheiros, o momento é decisivo, precisamos transformar a nossa indignação em mobilização.

Reitores, reafirmamos que não aceitamos esta política de fazer caixa com os nossos salários. Não ao confisco de salário!


 INDICATIVOS DO FÓRUM PARA AS ASSEMBLÉIAS:

1- Reafirmação da reivindicação salarial do Fórum das Seis.

2- Paralisação no dia 24/05, com ato na reitoria da Unesp, às 13h, dia da próxima reunião com o Cruesp.

3- Indicativo de greve a partir de 31/05, a ser deliberado nas assembléias até 30/05/05.

4- Ação na ALESP na discussão da LDO.

Organizar atos e audiências públicas na ALESP por mais verbas paras as universidades estaduais paulistas e CEETEPS.


Extraído do Boletim do Fórum das Seis Entidades de 12 de maio de 2005