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Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo - S. Sind.
 
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jurídico Reitoria: CO/comissões publicações decisões do CO linha direta
17 de agosto de 2000
 

Consolida-se o crescimento da arrecadação.
É necessário “ajudar” a Reitoria a gastar o superávit

Mesmo com as conquistas da greve, salários não recuperaram o poder aquisitivo de maio de 1995

Acumulados quatro meses de arrecadação do ICMS, desde abril de 2000, as estimativas que fizemos então coincidem dentro de 1,4% com aquilo que foi apurado. Consolida-se assim, mês a mês, nossa previsão de que as universidades teriam a melhor situação financeira dos últimos dez anos. Contrariamente a isso nossa remuneração permanece baixa (veja o Gráfico).

No âmbito salarial, portanto, confirma-se aquilo que havíamos dito à época da greve: há disponibilidade para um reajuste significativamente maior do que aquele que acabamos aceitando para não perturbar ainda mais nossas atividades acadêmicas. Cabe, assim, cobrar das reitorias uma resposta a altura da consolidação de nossas previsões.

Mas é importante também estarmos atentos a outro particular. Há uma maior disponibilidade de recursos a serem gastos com outros custeio e capital (OCC), previstos inicialmente como 12% do orçamento. E esse crescimento não é apenas aquele do ICMS.

Na USP, por exemplo, estava previsto um aporte da arrecadação estadual no valor de R$1024 milhões (12% = R$123 milhões) e agora eles deverão atingir cerca de R$1111 milhões (sem Kandir atrasado). Descontados o que estimamos para a folha de pagamento (R$878 milhões) e os precatórios orçados (R$32 milhões) restam R$201 milhões. Ou seja, algo 63% acima daqueles R$123 milhões que estava previsto para esta parcela de OCC no orçamento inicial da universidade!

É hora, portanto, de nos preocuparmos em dar uma destinação democrática a esse recurso. De outra forma as portas estão abertas para o clientelismo, às vésperas da escolha de um novo reitor, e para a implantação de projetos de caráter empresarial como aquele das premiações.