Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira (31/5) com o reitor da USP, Vahan Agopyan, e com o presidente da Adusp, Rodrigo Ricupero, sobre a situação enfrentada pelos segurados do Plano de Saúde Bradesco, o diretor-executivo da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP), Antonio Figueira, comprometeu-se a prorrogar o prazo de “migração” por cerca de duas semanas, ficando de indicar a nova data em comunicado a ser divulgado até o final do dia.

A FUSP foi exortada por Vahan a fornecer os esclarecimentos solicitados pela Adusp em 27/5 e ainda não respondidos, apresentando as informações necessárias de forma detalhada, bem como a atender aos usuários do Plano de Saúde na própria sede da fundação privada, prestando-lhes as orientações que forem solicitadas.

No início da reunião, o professor Ricupero e a advogada Lara Lorena, assessora jurídica da Adusp, externaram severas críticas ao modo como a FUSP procurou desobrigar-se do Plano e conduziu o processo de “migração” para a Qualicorp (e que levou a associação a reagir, ajuizando ação cautelar). “Dissemos que o processo foi rápido demais, mal explicado, sem que as pessoas pudessem entender por que teriam de migrar. E que os segurados foram assediados pela Qualicorp”, relatou depois o presidente da Adusp. “Manifestamos toda a indignação provocada pelo comportamento da FUSP”.

De modo geral, a Reitoria concordou com as críticas formuladas pela Adusp. Por outro lado, o reitor é o presidente do Conselho Curador da FUSP, colegiado ao qual subordina-se, em tese, a direção da fundação privada. Participaram também da reunião o vice-reitor Antonio Hernandes, o chefe de Gabinete, Gerson Tomanari, e três assessores da FUSP.