Deflagrada no dia 3/6/2013, por funcionários técnico-administrativos, docentes e estudantes da Unesp, a greve prossegue no início do segundo semestre. Entre os funcionários, 11 campi permaneciam em greve na data de fechamento desta edição do Informativo Adusp, em 9/8. Entre os docentes, continuavam parados os campi de Franca e Bauru. No segmento estudantil, após o retorno de parte das unidades que estavam paradas, a greve ainda prosseguia em quatro campi.

Bahiji Haje
Segmentos da Unesp durante ato público organizado pelo Fórum das Seis, em 27/6

A quebra do tratamento isonômico entre as três universidades é uma das questões centrais postas pelo movimento. Os funcionários reivindicam a equiparação aos pisos salariais pagos na USP, medida já em andamento na Unicamp. Os estudantes pedem políticas efetivas de permanência estudantil – moradia, restaurante universitário, bolsas de critério socioeconômico e outras – com valores iguais aos praticados na USP e na Unicamp.

Entre os professores, a insatisfação decorre da junção de vários problemas, como a quebra da isonomia com as demais universidades, a transformação da avaliação em mecanismo de pressão sobre o docente, a precarização das condições de trabalho etc.

Comprometimento

O Fórum das Seis divulgou moção de apoio ao movimento, criticando os poucos avanços nas negociações com a Reitoria da Unesp. “Tem-se a impressão de que a administração da Universidade relega a segundo plano o cotidiano da instituição, os problemas de infraestrutura e condições de trabalho, de permanência estudantil, de defasagem salarial etc.”, assinala o texto.

A moção enfatiza que, dentre as três universidades estaduais, no momen­to, é a Unesp que registra o menor comprometimento com folha de pagamento. Questiona: “Por que não restabelecer a isonomia e atender às reivindicações dos segmentos?” Que destino se pretende dar aos demais recursos da instituição? “Considerando a proximi­da­de de novo ano eleitoral, será que a Reitoria da Unesp pretende atender a novos projetos de expansão encomendados pelo governo estadual, sem garantia de verbas extras?”

Ao final do documento, o Fórum assinala que os “ataques à isonomia e a adoção de práticas divisionistas no interior do Cruesp postergam cada vez mais a meta de construção de um sistema de educação superior pública no estado de São Paulo”, conclamando a administração da Unesp a negociar efetivamente com a representação dos três segmentos da comunidade acadêmica.

Informativo nº 367