Fotos: Daniel Garcia

Os estudantes da Escola de Comunicações e Artes (ECA) realizaram em 30/8 um novo protesto em defesa da “Prainha”, a praça situada entre os prédios da unidade e a Reitoria que se encontra, desde o início do ano, cercada por uma grade que a gestão de M.A. Zago e V. Agopyan mandou construir, ao custo de R$ 631 mil.

A “Prainha” é o espaço tradicional de vivência dos alunos da ECA. No prédio ali existente, funcionou por décadas o Sintusp, recentemente desalojado do local por pressão da Reitoria, e ainda funcionam as sedes do Centro Acadêmico Lupe Cotrim (CALC) e da Atlética, e o pequeno restaurante da unidade.

A construção da grade isolou as entidades sediadas na “Prainha”, dificultou a circulação de quem estuda ou trabalha nos diferentes departamentos da ECA e criou um problema para as atividades do CALC e da Atlética, uma vez que o único acesso possível ao espaço é uma porta no prédio central da unidade, que é fechada às 20 horas. Para a realização da “Quinta i breja”, conhecida festa promovida pelos alunos da ECA nas quintas-feiras à noite, a direção da unidade até o momento tem concordado em negociar uma exceção.

Tambores

Animada pelos tambores fortes e marcantes da Bateria da ECA, a manifestação intitulada “Prainha Fica!” saiu do prédio central, percorreu os diversos prédios da unidade, passando ao lado da Reitoria, e retornou ao prédio central, com palavras de ordem como “Não, não à repressão!”. O clímax foi a entrada dos manifestantes na reunião da Congregação, que ocorreu na mesma data e tinha como um dos pontos de pauta um pedido de livre acesso ao espaço.

A decisão da Congregação, porém, foi desfavorável aos estudantes. “Hoje a Congregação da ECA reprovou, por 12 votos a 5, o livre acesso à Prainha e aos nossos espaços estudantis, numa atitude que vai contra todas as tentativas de diálogo que fizemos, desde o início do ano”, registrou o CALC na sua página no Facebook. “Foram mais de três semanas de mobilização, com atividades organizadas por todas as entidades estudantis ecanas. Um manifesto assinado por 900 estudantes da ECA e 27 entidades de toda a USP. Todos os esforços foram aplicados para conseguir democratizar a entrada da comunidade ecana em espaços que historicamente pertencem a ela”.

De acordo com o CALC, a luta pelo livre acesso terá continuidade: “Responderemos ao autoritarismo do lado de lá com ainda mais luta do lado de cá, com ainda mais ocupação dos nossos espaços. Com mais integração entre os estudantes. Seguiremos o exemplo do que construímos hoje”.

Informativo nº 440