Organizadores pretendem unir entidades e pessoas “comprometidas com a construção de sociedades sustentáveis” e dispostas a “deter a escalada de degradação socioambiental que vivemos no planeta”, como explica o professor Marcos Sorrentino (Esalq)

Nesta quarta-feira (11/9), às 19 horas, no TUCA (Rua Monte Alegre, 1.024), acontece o evento “Resistir é Preciso”, ato aberto ao público que visa a união de forças, movimentos e coletivos da sociedade em defesa da vida, do meio ambiente e dos direitos sociais. Não se trata de evento partidário, mas de uma ampla articulação da sociedade civil. A mediação será do jornalista Florestan Fernandes Júnior. O padre Júlio Lancelotti, a atriz Maeve Jinkings, lideranças indígenas e outros ativistas gravaram depoimentos em apoio à iniciativa.

“O evento é um importante momento para a sociedade paulista e brasileira de uma forma geral, porque ele demarcará uma mudança no rumo da conversa. Ele demarcará a união de entidades, pessoas, democratas de uma forma geral comprometidos com a construção de sociedades sustentáveis, comprometidos com deter a escalada de degradação socioambiental que vivemos no planeta”, explica em vídeo o professor Marcos Sorrentino (Esalq), um dos organizadores do ato público.

“Aproximar pessoas acima de tudo para elas conversarem, dialogarem, deixarem de se sentir isoladas, deixarem esse sentimento de solidão diante de tantas agressões ao bom senso, à inteligência que temos visto no Brasil e no planeta. Então o ato público na PUC, no TUCA, será um momento importante para nos encontrarmos e conversarmos sobre como cada um de nós, como as nossas organizações podem se unir na defesa de um mundo melhor”, diz Sorrentino.

Idealizado há alguns meses, o evento desta quarta-feira ganha redobrada importância, pois a proliferação de queimadas na Amazônia, estimulada pelo governo Bolsonaro e facilitada pelo desmanche dos órgãos de fiscalização ambiental, bem como os ataques do presidente da República ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) com o intuito de fazer vistas grossas ao desmatamento colocaram a questão ambiental no centro da agenda política brasileira e mundial. Os organizadores planejam “construir um pacto de mútua colaboração pró-democracia e fortalecimento da resistência, consolidar uma virada propositiva capaz de criar um ciclo virtuoso de ações e sinergias efetivas para a transformação de nossa sociedade no curto e médio prazo”. A atividade será dividida em quatro momentos: 1) diálogo interreligioso, 2) iniciativas político-econômicas inclusivas, 3) socioambiental e 4) cultural.

Estão confirmadas as presenças de representantes de comunidades indígenas do Jaraguá e da Amazônia, Greenpeace, SOS Mata Atlântica, Ação Educativa, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), INPE, Educafro, Ssex Bbox, ArboreSer, Coopernova Recicla Cotia, Movimento Sem Teto do Centro (MSTC, da capital paulista), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Pastoral do Povo de Rua, Comunidades Eclesiais de Base, Acampa Brasil, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Frente Ampla Democrática Socioambiental (FADS), Raiz Cidadanista, Nacepteca, Oca, Instituto Terra Mater, Núcleo de Estudos da Agricultura Familiar (Unijjataí), Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea), Associação dos Docentes da USP (Adusp), Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc), Associação dos Funcionários da PUC-SP (Afapuc), Engajamundo. Espera-se a participação de líderes religiosos, artistas da dança, teatro, literatura e música, coral de jovens indígenas.