A reitoria tinha anunciado que na reunião do Conselho Universitário de 28 de junho seriam submetidos à votação os documentos referentes à nova avaliação docente e institucional. Pouco depois de deflagrada a greve dos professores, o reitor Zago divulgou um vídeo no qual já anunciava o adiamento da votação para o final de agosto. O encontro de docentes realizado no dia 06 de junho, com o apoio e estímulo da reitoria, marcou um novo fracasso político e conceitual da reforma pretendida. A plenária, de mais de 400 docentes, ovacionou em pé o representante da ADUSP, enquanto que os porta-vozes da reitoria demonstraram fragilidade e contradição para sustentar a proposta, que nitidamente não convenceu os presentes. 

No ofício que hoje a reitoria entregou pela fresta da porta de vidro, é reconhecido, de fato, que haverá uma nova versão da proposta. 

Apesar desse avanço, é necessário continuarmos mobilizados e atentos, porque a experiência desde o GT-Atividade Docente, nos mostra que diferentes roupagens escondem a mesma essência. O que rejeitamos é o próprio espírito centralizador e punitivo que inspira as pretensões da reitoria. Esperamos uma abertura para o diálogo a fim de construir coletivamente um diagnóstico fundamentado que dê base a um processo de avaliação democrático e descentralizado.